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Informações sobre a pancreatite.

Diagnóstico da pancreatite

Na maioria dos casos, a pancreatite aguda é provocada por cálculos biliares e consumo de álcool. Outras causas incluem medicação, distúrbios lípidos (triglicéridos), infeções, cirurgias, ou trauma abdominal. Até 30% dos casos de pancreatite, a causa é desconhecida.

Em grande parte dos casos de pancreatite crónica, a condição é provocada por consumo prolongado de álcool, resultando em danos no pâncreas e cicatrizes. Noutros casos de pancreatite crónica, poderá ser provocada devido a fatores hereditários, cálculos biliares, lúpus, ou níveis elevados de triglicéridos. Em cerca de 25% dos casos, a causa da pancreatite crónica é desconhecida.

Oitenta por cento dos casos de pancreatite são provocados pelo consumo de álcool e por cálculos biliares. Os cálculos biliares são a etiologia mais comum de pancreatite aguda. O álcool é a etiologia mais comum da pancreatite crónica.

Alguns medicamentos são vulgarmente associados à pancreatite, nomeadamente os corticosteroides como a prednisolona, mas também incluem drogas para o VIH como a didanosina e a pentamina, diuréticos, o antiespasmódico ácido valpróico, os agentes quimioterápicos L-asparaginasa e azatioprina, estrogénio por aumentar o nível de triglicéridos no sangue, estatinas para redução do colesterol e os agentes antihiperglicémicos como a metformina, vildagliptina, sitagliptina.

Pode-se notar aqui que as drogas utilizadas para tratar as condições, as quais estão associadas com o aumento de eventos de pancreatite, poderão também estar incidentalmente associadas à pancreatite. Como exemplo temos as estatinas na dislipidémia e as gliptinas na diabetes. De acordo com o Sistema de Vigilância MedWatch da Administração de Drogas e Alimentos e Relatórios Publicados Atípicos, os antipsicóticos como a clozapina, risperidona e olanzapina podem também ser responsáveis pela causa de pancreatite.

Existe uma forma hereditária que resulta na ativação de tripsinogénio no pâncreas, que leva à autodigestão. Os genes envolvidos poderão ser a Tripsina 1, que é codificada para tripsinogénio, SPINK1, que é codificado para um inibidor de tripsina, ou regulador da condutância transmembrana da fibrose cística.

Outras causas comuns são o trauma, parotidite, doença autoimune, nível elevado de cálcio no sangue, nível elevado de triglicéridos no sangue, hipotermia e colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER). O pâncreas divisum é uma malformação congénita do pâncreas comum que pode ser a base de alguns casos recorrentes. A gravidez pode também ser uma causa, possivelmente pelo aumento dos níveis de triglicéridos no sangue. A diabetes mellitus do tipo 2 está associada a um risco 2,8 vezes mais elevado.

Causas menos comuns incluem o cancro do pâncreas, pedras no duto pancreático, vasculite (inflamação nos pequenos vasos sanguíneos do pâncreas), infeção por vírus de Coxsackie, e porfiria – especialmente porfiria aguda intermitente e protoporfiria eritropoética.

A sigla CETPFHD é normalmente utilizada para recordar as causas comuns de Pancreatite: C – Cálculos biliares, Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada E – Etanol, Esteroides T – Trauma P – Parotidite, Pancreatite autoimune F – Ferroada de escorpião H – Hiperlipemia, Hipotermia, Hiperparatiroidismo D – Drogas normalmente azatioprina, ácido valpróico.

Causas infeciosas

Foram reconhecidos vários agentes infeciosos como causas de pancreatite aguda, tais como: